Faturamento: o que é, como calcular e por que ele importa no seu comércio
Faturar bem e lucrar são coisas diferentes. Descubra como calcular seu faturamento e usar isso para crescer de verdade no comércio.
Um comércio pode vender 8 mil, 20 mil ou até 100 mil reais por mês, e mesmo assim se perguntar por que está com dificuldade para crescer. A resposta muitas vezes está na falta de controle sobre um número que parece simples: o faturamento.
Muita gente vê um valor alto no extrato da maquininha de cartão e acredita que o negócio vai bem, sem perceber que boa parte desse faturamento já tem destino certo: aluguel, fornecedores, impostos, taxas, salários.
Continue para calcular o faturamento e como usá-lo para tomar decisões mais seguras no seu comércio!
O que é faturamento de uma empresa?
Faturamento é o total que uma empresa ganha com suas vendas em um determinado período, como um mês ou um ano. É o quanto “entrou” de dinheiro pelas vendas de produtos ou serviços, antes de descontar qualquer despesa.
Por exemplo, se um comércio vende R$ 10 mil em produtos durante o mês, esse é o seu faturamento mensal. Ainda não estamos falando de lucro, impostos ou custos — apenas do valor total que entrou com as vendas.
Como calcular o faturamento do seu comércio?
O cálculo do faturamento é simples: basta somar o valor de todas as vendas feitas em um determinado período (um dia, uma semana, um mês ou um ano).
A fórmula é:
- Faturamento = quantidade vendida × preço de venda
Um exemplo: se você vende 100 unidades de um produto por R$ 50 cada, seu faturamento será de: 100 × R$ 50 = R$ 5.000.
É importante saber que o limite de faturamento permitido varia de acordo com o porte da empresa, principalmente para quem está no Simples Nacional, que é um regime tributário mais simplificado. Veja os principais:
- MEI (Microempreendedor Individual): pode faturar até R$ 81 mil por ano (ou cerca de R$ 6.750 por mês);
- ME (Microempresa): pode faturar até R$ 360 mil por ano;
- EPP (Empresa de Pequeno Porte): pode faturar até R$ 4,8 milhões por ano.
O valor exato do faturamento também ajuda a entender se está na hora de investir em algo que pode reduzir seus custos, como uma maquininha de cartão com taxa mais baixa.
Se a sua maquininha atual cobra 2% no débito e você encontra outra que cobra a partir de 0,89%, esse detalhe, somado ao seu volume de vendas, pode fazer uma baita diferença no fim do mês. Com faturamento em mãos, você calcula se essa troca vai valer a pena.
Qual a diferença entre lucro e faturamento?
O faturamento mostra quanto entrou de dinheiro com as vendas, enquanto o lucro mostra quanto sobrou depois que a empresa pagou todos os seus custos e despesas.
Imagine que uma loja vendeu R$ 15.000 em produtos no mês. Esse é o faturamento. Mas, para conseguir vender tudo isso, a empresa teve os seguintes gastos:
- R$ 5.000 com reposição de estoque;
- R$ 3.000 com salários;
- R$ 2.000 com aluguel, luz, internet e taxas;
- R$ 1.000 em impostos.
Somando os custos e despesas: R$ 11.000. Com esse valor, podemos fazer o cálculo do lucro:
- Lucro = Faturamento – Custos e Despesas
- Lucro = R$ 15.000 – R$ 11.000 = R$ 4.000
Importante: mesmo com um bom faturamento, o lucro pode ser menor, porque é ele que realmente indica se a empresa está ganhando dinheiro.
Faturamento bruto vs. líquido: qual é a diferença entre os tipos de faturamento?
A diferença entre faturamento bruto e faturamento líquido está em que o bruto representa o total das vendas sem nenhum desconto, e o líquido é o valor depois de tirar taxas, impostos, cancelamentos ou devoluções.
Considere o caso de um comércio que vende R$ 10.000 em mercadorias no mês. Esse é o faturamento bruto. Mas:
- R$ 300 foram devolvidos por clientes;
- R$ 200 em vendas foram canceladas;
- R$ 800 foram pagos em taxas e impostos;
- Total de descontos: R$ 1.300.
Agora o cálculo do faturamento líquido:
O faturamento bruto mostra o volume de vendas, mas o líquido é que indica o valor real que a empresa pode contar para pagar as contas e gerar lucro.
Como aumentar o faturamento?
Os negócios que crescem de forma saudável seguem uma lógica simples: atraem mais clientes, criam boas oportunidades de venda e organizam bem suas finanças.
Confira três pilares da gestão financeira para pequenos comércios:
1. Ofereça serviços que fazem o cliente voltar com frequência
Se o seu comércio só vende produtos, você está deixando dinheiro na mesa. Uma maneira direta de aumentar o fluxo de clientes é transformar sua loja num ponto de serviços rápidos. Veja exemplos que funcionam bem em bairros residenciais:
- Recarga de celular pré-pago;
- Pagamento de contas básicas (água, luz, boletos);
- Saque com cartão de débito usando maquininhas que oferecem essa função;
- Ponto de coleta para encomendas ou entregas de e-commerce local.
Esses serviços aumentam o número de pessoas que entram na loja sem você precisar investir em divulgação.
2. Feche parcerias que melhorem seu preço e atraiam novos clientes
Parcerias estratégicas devem gerar retorno. Um bom exemplo é buscar maquininhas de cartão com taxas mais baixas e que ofereçam recursos extras.
Com a maquininha Cardway, por exemplo, você consegue:
- Receber pagamentos por débito e crédito com taxas acessíveis, começando a partir de 0,89% no débito;
- Oferecer pagamento de contas (água, luz, boletos em geral);
- Vender recargas de celular pré-pago, o que atrai um público frequente, especialmente em áreas onde o uso de recargas ainda é alto;
- Oferecer vouchers para serviços digitais, como Netflix, Spotify, Google Play, Uber e outros;
- Receber tributos e taxas municipais ou estaduais.
Todos esses serviços transformam o seu ponto de venda em um mini centro de conveniência. O cliente entra para resolver um problema rápido e sai com um refrigerante, uma lembrança, um lanche, ou até com o carrinho cheio.
3. Organize a gestão com foco em margem e giro de estoque
Se você não sabe exatamente quanto fatura por semana, quanto gasta por categoria e quais produtos realmente dão lucro, pode estar trabalhando muito e ganhando pouco.
Aqui vão ações que podem mudar sua margem:
- Use um caderno ou app simples para anotar entradas e saídas todos os dias. Só com esse hábito já dá para perceber o que está drenando seu dinheiro;
- Reduza estoque de produtos com baixo giro: se algo não vende há 15 dias, avalie trocar por itens de alta procura. Estoque parado é dinheiro parado;
- Analise quais dias vendem mais e menos. Nos dias fracos, promova ações como “terça do desconto”, “leve 2 pague 1” ou sorteios para aumentar o movimento;
- Evite vender só pelo preço: crie combinações que aumentem o ticket médio. Exemplo: refrigerante + salgado com R$ 1 de desconto no combo.
Com organização e foco nos números reais do negócio, você começa a entender onde está perdendo dinheiro e onde tem potencial de crescer.
Agora que você já entende o que é faturamento e por que ele é tão importante no seu comércio, comece hoje mesmo a acompanhar seu caixa de perto e use essas informações para melhorar suas vendas.
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