Gestão

Guia completo do fluxo de caixa: o que é, para que serve, como fazer

10/02/25
Tempo de leitura: 6 minutos

Saiba como registrar entradas e saídas, prever gastos e garantir a estabilidade financeira do seu negócio com o fluxo de caixa.

Muitos empreendedores focam apenas no faturamento para manter tudo em ordem com as contas, mas o verdadeiro controle financeiro está no fluxo de caixa. 

Pequeno empreendedor, este aviso é para você: saber quanto entra e quanto sai no fluxo de caixa é o que diferencia uma empresa estável de uma que vive no limite.

E isso não é exagero. A falta de controle sobre as finanças é o principal motivo que leva ao fechamento de pequenas empresas no Brasil. 

Segundo uma pesquisa realizada pelo Sebrae, 48% das micro e pequenas empresas brasileiras encerram suas atividades devido a problemas relacionados à falta de planejamento financeiro e ao descontrole do caixa.*

Então, se você quer crescer com segurança, manter as contas organizadas e evitar surpresas desagradáveis, precisa dominar o fluxo de caixa. 

Em nosso guia completo, você vai entender como usar essa ferramenta para que o seu negócio tenha sempre dinheiro disponível no momento certo.

O que é fluxo de caixa e para que serve?

Fluxo de caixa é o movimento de entradas (pagamentos de clientes e recebimentos de investimentos) e saída de dinheiro no seu negócio (pagamento de fornecedores, salários, aluguel e tributos).

Um fluxo financeiro saudável de uma empresa funciona com base no registro de todas as movimentações financeiras e acompanhamento do saldo disponível. Os 4 itens de um fluxo de caixa que merecem atenção são:

  • receitas;
  • despesas;
  • investimentos;
  • financiamentos.

O objetivo é sempre manter um fluxo de caixa positivo, ou seja, fazer com que a empresa tenha mais dinheiro entrando do que saindo. 

Apenas dessa forma uma empresa tem a possibilidade de pagar despesas recorrentes e criar reservas financeiras para os períodos de menor faturamento do ano. Sem esse controle, os pequenos negócios são os que mais sofrem com as consequências negativas:

  • endividamento excessivo;
  • atrasos em pagamentos;
  • necessidade de recorrer a crédito emergencial com altas taxas de juros.

Mas, para fazer esse controle, é preciso conhecer os três tipos de fluxo de caixa. É o que vamos explicar em seguida!

Quais são os tipos de fluxo de caixa?

Para que sempre haja capital suficiente para pagar despesas e investir, saiba como usar na sua gestão financeira os três tipos de fluxo de caixa: operacional, financeiro e projetado

Operacional

Esse é o fluxo de caixa do dia a dia, ou seja, ele controla todas as entradas e saídas de dinheiro ligadas às operações normais da empresa. 

O fluxo operacional é o movimento dos valores recebidos pelas vendas e dos gastos necessários para manter o funcionamento do negócio, como o pagamento de fornecedores, salários e contas fixas (água, luz e aluguel).

Acompanhar esse fluxo de perto ajuda a garantir que sempre haverá saldo suficiente para cobrir os custos básicos da empresa.

Financeiro

O fluxo financeiro tem um escopo mais amplo do que o operacional, pois controla os pagamentos a longo prazo, investimentos e dívidas da empresa.

Aqui, entram financiamentos, empréstimos bancários, compra de equipamentos, aplicações financeiras e até a retirada de lucros pelos sócios. Esse fluxo é importante porque mostra o impacto das decisões financeiras no caixa da empresa. 

Um exemplo de fluxo de caixa financeiro: se um empreendedor pegar um empréstimo para expandir o negócio, analisar esse fluxo ajuda a entender se haverá dinheiro suficiente para pagar as parcelas no futuro sem comprometer as operações.

Projetado

Diferentemente dos outros dois, o fluxo de caixa projetado não mostra o dinheiro real que entrou e saiu, mas sim uma previsão do que ainda vai acontecer. Esse fluxo é uma estimativa das receitas e despesas futuras com base nos dados atuais e em projeções de vendas.

Se você sabe que em determinado mês haverá um aumento de despesas, pode se preparar com antecedência, guardando dinheiro ou buscando formas de aumentar a receita. 

Fluxo de caixa negativo: o que é e como evitar?

Fluxo de caixa negativo ocorre quando as saídas de dinheiro são maiores do que as entradas, ou seja, a empresa gasta mais do que recebe. Isso significa que, ao final do mês, a empresa não tem dinheiro suficiente para cobrir todas as suas despesas. 

Para entender melhor, imagine um pequeno comércio que, no mês de março, teve as seguintes movimentações:

  • receitas: R$ 18.000 (vendas de produtos);
  • despesas: aluguel de R$ 5.000; folha de pagamento: R$ 7.000; compra de mercadorias: R$ 6.500; contas de água, luz e internet: R$ 1.200.

Somando todas as despesas, o total de gastos foi de R$ 19.700, enquanto a receita foi de apenas R$ 18.000, gerando um déficit de R$ 1.700. Se essa situação continuar por vários meses, a empresa pode precisar recorrer a empréstimos ou atrasar pagamentos.

Como fazer fluxo de caixa para o seu negócio?

Você não quer perder o sono por causa de boletos atrasados, então confira nosso passo a passo para manter seu fluxo de caixa sempre em ordem.

1. Registre todas as entradas e saídas diariamente

O primeiro erro de muitos empreendedores é confiar na memória ou deixar para “anotar depois”. Depois nunca chega. Para ter um controle real, você precisa registrar todas as movimentações financeiras, todo santo dia:

  • cada venda realizada, seja no dinheiro, no cartão de débito/crédito ou no Pix;
  • pagamentos de fornecedores, aluguel, funcionários, contas de luz e água;
  • pequenos gastos que parecem insignificantes, mas somados podem fazer diferença.

 Imagine que você tem uma loja de roupas e, em um único dia, vendeu:

  • R$ 300 no dinheiro;
  • R$ 1.500 no cartão;
  • R$ 700 no Pix.

Mas também pagou:

  • R$ 200 de reposição de estoque;
  • R$ 150 de energia elétrica;
  • R$ 100 de um reparo na vitrine.

Se você não registrar esses valores, pode achar que ganhou R$ 2.500, quando na verdade o saldo real foi bem menor.

2. Calcule o saldo inicial e o saldo final

Para saber se sua empresa está ganhando ou perdendo dinheiro, você precisa acompanhar quanto dinheiro tinha no início do período e quanto sobrou no final.

Como fazer? No começo do dia (ou da semana/mês), veja quanto dinheiro está disponível no caixa e nas contas bancárias. Depois, ao final do período, compare com o saldo real e veja se houve lucro ou prejuízo.

Se o saldo final está sempre abaixo do esperado, pode ser um sinal de que as despesas estão saindo do controle.

3. Analise as movimentações

Agora vem a parte mais importante: entender para onde está indo o seu dinheiro. Não adianta só anotar tudo se você não analisar os números. Observe:

  • as despesas fixas e variáveis: algumas contas são previsíveis (como aluguel), mas outras podem variar muito;
  • os períodos de maior e menor receita: saber quando o movimento cai ajuda a fazer um bom planejamento financeiro;
  • se há desperdícios ou gastos desnecessários: pequenos vazamentos podem afundar o barco.

Se perceber que os custos estão crescendo mais rápido do que as receitas, é hora de agir antes que falte dinheiro.

4. Faça previsões financeiras

O segredo do fluxo de caixa é não ser pego de surpresa. Se você sabe que no próximo mês vai precisar comprar mais estoque ou pagar um imposto alto, pode se preparar.

Para isso, faça uma projeção das receitas e despesas futuras com base no histórico dos últimos meses. Assim, você pode:

  • guardar dinheiro para cobrir despesas extras;
  • planejar promoções para aumentar o fluxo de clientes em períodos de vendas mais fracas;
  • ajustar compras para evitar estoques parados ou faltando mercadoria.

5. Reveja e ajuste regularmente

Um fluxo de caixa não é algo que se faz uma vez e esquece. Você precisa revisar para garantir que está tudo sob controle.

Defina um dia da semana para revisar as contas e ver se os números estão batendo. Se algo não estiver certo, corrija antes que vire um problema maior.

Sem controle do fluxo de caixa, todo imprevisto pode virar um problema. E uma forma inteligente de manter o fluxo mais previsível é diversificar as formas de pagamento. Oferecer opções como cartão de crédito e débito aumenta as chances de vender mais e ainda reduz a espera por pagamentos. Para isso, conte com a maquininha Card.

Agora que você sabe como estruturar um fluxo de caixa, aproveite para seguir a CardWay nas redes sociais para acompanhar nossas novidades! Estamos no Instagram, no Facebook e no YouTube.

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